Posso ter um bebê em meus braços, mas eu sei o que é sofrer com infertilidade mais do que você pensar

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HOJE EU TENHO MEU BEBÊ EM MEUS BRAÇOS, mas eu sei o que é sofrer como incapacidade de engravidar

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Meagan Nordmann Fowler

 Estamos na Semana de Consciência sobre Infertilidade, e é injusto para mim mesma escrever este artigo. Eu me sinto culpada porque sou um das sortudas que venceu a infertilidade. Cada palavra que escrevo me faz lembrar o sofrimento…. porque eu sei como é isso.

Eu sei o que é somatizar uma dor física por anseio de ficar gravida. Seu ventre dói para ser preenchido. Na verdade, dói ver um bebê nos braços de alguém.

Eu sei o que é forçar um sorriso para todos ao seu redor. Eu sei que você está genuinamente feliz por amigos, familiares – até mesmo estranhos -, mas também está com raiva e ferida, com ciúmes e medo por não acontecer comigo.

Eu sei o que é recusar convites para chá de bebê porque simplesmente não consegue lidar com isso. Dói demais.

Eu sei o que é mudar de corredor no supermercado porque uma mãe com seu bebê no carrinho na sua frente faz seus olhos ficarem cheios de lágrimas.

Eu sei o que é colecionar e esconder livros de bebês e lacinhos de Páscoa e de natal no seu guarda-roupas, na esperança de que algum dia você usa-los no seu neném.

Eu sei o que é ser “bobalhona” que veste no seu cachorro vestidinhos de renda como se fosse um bebe, e se sentir ridícula com aquilo.

Eu sei o que é como se deitar na cama tentando imaginar como será sentir um bebê em sua barriga. Imaginar os chutes. Imaginar as mexidas dele dentro de você. Isso me parecia quase real, e eu chorava horas.

Eu sei o que é fazer centenas talvez milhares de teste, e sentir frustradas com um negativo.

Eu sei o que é como tomar uma vitamina pré-natal todos os dias por ano após ano, engolir uma pílulas sem nenhuma esperança.

Eu sei como é olhar para o seu parceiro, que você ama muito, com suspeita e frustração.

Eu sei o que é fazer xixi em testes de ovulação todos os dias, empilhando-os na parte de trás do banheiro pensando que agora a cor dessa linha vai mudar.

Eu sei o que é exatamente os efeitos colaterais do Clomid e de hormônios, porque eu fiz isso mês após mês por anos.

Eu sei o que é estar pronta para enfrentar os efeitos colaterais deste medicamento, desde que fosse recompensada com gêmeos ou trigêmeos. Ou pelo menos um bebê que também seria muito bom.

Eu sei o que é como ficar até atrasar para seus compromissos por ficar na inernet por horas lendo soluções e dicas. Eu tenho um arquivo privado no meu computador com milhares de dicas e soluções, e eu tentei todos eles.

Eu sei como é adicionar MACA Peruana a tudo o que você come e bebe. Eu também coloquei na comida dele , também.

Eu sei como é acordar cedo para fazer Yoga da fertilidade, na esperança de que os órgãos do meu aparelho reprodutivo estava sendo trabalhados.

Eu sei o que é esperar até que seu parceiro adormeça, para sair da cama para fazer a Massagem de Fertilidade. Desesperadamente esperando que suas partes de mulher sejam restauradas.

Eu sei o que é “fazer amor” mesmo sem libido, e sentir que aquilo era uma tarefa estressante.

Eu sei o que é empilhar almofadas debaixo da seu bunda e ficar pernas pro alto por longos trinta minutos, esperando que isso ajude – embora você saiba que os estudos dizem que não. Você faz isso mesmo assim.

Eu sei como é orar por um bebê. Eu oraria a qualquer um Deus; Deusa. Qualquer um, qualquer coisa: que pudesse ouvir o meu pedido.

Eu sei o que é como esquivar as perguntas e declarações como “Então, quando vocês dois vão tentar um bebê?”

Eu sei o que é tentar, tentar por anos, chorar, e chorar por anos, viver longas temporadas de tristeza e lagrimas sem ter alguém para chorar comigo.

Eu sei o que é como estremecer quando as pessoas tentam gentilmente sugerir uma adoção, como se você nunca tivesse pensado sobre isso.

Eu sei quanta raiva você sente quando uma mãe se queixa de seus filhos para você ou quando você lê histórias e negligencia infantil. “Por que essas mulheres ingratas recebem filhos e você não?” Você se pergunta com raiva.

Eu sei o que é sentir como se não pudesse falar sobre isso. Eu sei o quanto é se sentir sozinha.

Eu sei o que é como sentir cólicas no pé da barriga e esperar com todas as suas forças que é “implantação” que está acontecendo, quando você está com alguns dias de atraso e você sabe que existe uma chance …

Eu sei o que é se encher de esperança quando você vê aquele ponto de sangue em sua calcinha. Mais isto devastadoramente acontece de novo e de novo e de novo. Mês após mês, ano após ano e você não fica gravida.

Eu sei o que é ter que se trancar no banheiro e da um grito de desespero, mais só sai gemidos e soluços, porque para você e diferente, não foi só mais um negativo.

Meagan Nordmann Fowler 1 239x300 - Posso ter um bebê em meus braços, mas eu sei o que é sofrer com infertilidade mais do que você pensar
Eu pintei a Deusa Danu em 2015 – a deusa da fertilidade e da abundância. Eu ainda não tinha concebido até 2016.

Conheço mulheres que esgotaram suas economias, gastaram o que não tinham, com rodadas de FIV.

Eu sei que seus sintomas são horríveis. Eu sei que elas experimentam problemas hormonais pior do que a maioria das mulheres grávidas fazem.

Eu sei que, nas clinicas eles têm baldes de agulhas. E nem sempre o resultado vem com um bebê para recompensá-los por sua dor no final.

Conheço as mulheres que anseiam por um bebê, mas a vida não se alinha para elas “no tempo”. E o fantasma do relógio que não para de dizer que o tempo está passando.

Conheço mulheres que já não experimentam este doloroso e esperançoso jogo de espera, porque para elas o tempo já passou. Elas sabem que na frente nunca haverá chance de um bebê. Seu corpo simplesmente não respondem mais com os sinais.

Eu sei…

A jornada de uma tentante é emocionalmente exaustiva, é fisicamente exaustiva. É tão difícil permanecer esperançosa, e ninguém nunca se acostuma com isto.

Eu sei que não conseguir engravidar a “infertilidade” é algo que existe em uma milhares de formas e por uma infinidade de razões.

Às vezes, como no meu caso, é uma luta por anos, mas com um final feliz. Às vezes, é uma luta para sempre sem um final feliz.

Estou escrevendo isso porque quero que você saiba que existem muitas mulheres com bebês em seu braços porque não desistiram de tentar.

Quando você entra no corredor de uma loja, eu posso ver a dor em seus olhos. Quando você optar por mudar de corredor, para não passar perto do carrinho de bebê, eu entendo, eu sei o que você esta sentindo.

Se você arruma desculpa para não ir no chá de bebê, eu entendo. Se você precisa esconder minhas postagens de mídia social, que você salva no seu computador, eu entendo. Eu estive lá.

Então eu estou escrevendo isso para que você saiba, eu sei. E você não está sozinho.

Eu não tenho palavras de sabedoria mágica, mas….. eu estou lhe enviando um abraços.
Que o SENHOR te abençoe.

Sobre Meagan
Meagan Nordmann Fowler é uma comerciante digital freelancer, ninja de redes sociais e escritor para empresas iniciantes. Graduado da Universidade Vanderbilt, foi escritora e editora da Nashville Arts Magazine, The Tennessean e 12th & Broad Magazine em Nashville, antes de descobrir sua paixão por todas as mídias sociais. Ela ansiava por um bebê por muitos, muitos anos e depois de se mudar para Santo Agostinho, ela finalmente foi promovida ao status de mãe em outubro de 2016 com a chegada de sua menina, Etta Rose. Artista visual, modelo e oboísta, ela celebra o feminino e tenta encontrar o humor e a beleza em todas as coisas confusas e caóticas. Você pode encontrar mais no seu blog de viagem do Capítulo IV ou em suas contas de mídia social de marca pessoal com mais de 25 K Seguidores no Twitter e Instagram (@megnordmann). Não deixe de visitar.